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O dia em que encontrei minha escritora favorita...

19 de fevereiro de 2016 Nenhum comentário

Amo eventos literários, mesmo participando de poucos, mas ano passado tive a oportunidade de ir ao meu favorito: a Bienal do Livro do Rio.

Eu estava muito ansiosa, principalmente porque teria a chance de encontrar duas das minhas escritoras favoritas! A ansiedade era tanta que criei o Manual de Sobrevivência na Bienal do Livro, com formas de aproveitar melhor o evento e compensar minha ausência na edição anterior.

Apesar de toda a minha organização, parecia que algo conspirava contra mim e acabei quebrando minhas próprias regras. Pela essa água de Jesus, quem faz isso?

Mas se você acha que isso me desestimulou, migues, errou feio. Entrei no Rio-Centro com as seguintes missões: vencer filas quilométricas, conseguir o autografo da Julia Quinn, encontrar meus parceiros, comprar livros e distribuir amô.

Fui fangirl? Com certeza!

Sofri bastante e não consegui a senha para os autógrafos da menina Julia. Mas por algum milagre, consegui burlar a segurança não uma, mas duas vezes e realizei um sonho!!!



Só sobrevivi porque tinha outro encontro marcado, com uma das minhas escritoras nacionais favoritas. Achei que meu coração não fosse aguentar, não tô mentindo!

A foto não ficou boa, mas EU CONHECI A L. L. ALVES!!! NEM CHOREI, SÓ ME TREMI TODINHA!
Foi um dia tão incrível que parece que não foi real. 
Mas e você: já teve uma experiência parecida? 

Um vício chamado recomeço

16 de fevereiro de 2016 4 comentários
Eu sempre termino e começo o ano fazendo um balanço da vida, avalio cada detalhe e penso em diversas maneiras de mudar o que me incomoda. Eu sei, 2016 começou faz tempo, mas vivo aquela letargia dos que só começam o ano, de verdade, depois do carnaval. Enquanto todo mundo segue com a vida, eu ainda tô vivendo aquela vibe estranha que só o inicio do ano tem.

Numa dessas avaliações, fiz a louca e pedi um conselho – coisa que faço raramente, por não saber lidar com eles. Entre um assunto e outro foi dita a frase que me atormenta há semanas: Você parece um pouco perdida, acho que não sabe o que quer. Olha, admito, fiquei bem chocada, porque de tudo que poderiam usar para me descrever essa foi a última coisa que imaginei.

Ainda não consigo entender como passei essa ideia porque, veja bem, se tem uma coisa que sei nessa vida é o que quero. Talvez meu erro tenha sido tentar agradar alguns e me anular no caminho ou me conformar em seguir a vida insatisfeita. Mas o fato é que abri meus olhos pra uma necessidade até então ignorada, eu precisava recomeçar.

Não, eu não vou jogar tudo pro alto! Acho que não conseguiria. Provavelmente nossas definições para "recomeço" são um pouco diferentes, no meu caso é o modo mais apropriado pra traduzir a vontade de me reinventar.

Simplesmente vou jogar o jogo limpo! Me transformei em outra Gabriella ano passado e, migues, mudar não é fácil, não. Passei muito tempo sem saber harmonizar quem fui com quem sou, mas isso foi só até eu entender que não preciso abrir mão de tudo que me definia, em troca do que me define agora.

Sempre serei aquela carregando um livro pra cima e pra baixo.

Com uma vida de bookaholic que deseja compartilhar.

O que ninguém te diz sobre ser um leitor...

9 de setembro de 2015 1 Comentário
Outro dia enquanto mexia em caixas antigas me deparei com o primeiro livro "de gente grande" que ganhei, há tempos desejava encontrá-lo e não tinha ideia de por onde o dito cujo andava. Veja bem, aos sete anos eu ainda não era completamente pirada e cheia de manias quando se tratava de livros, por isso ele estava desaparecido.

Que encontro! Foi um momento mágico, recheado de nostalgia, que me fez refletir sobre a fase que aquele livrinho representava, minha transformação em leitora. Foram muitas as manhãs em que eu desligava a TV por aquele livro, as tardes também...

O incentivo estava em todo lugar: minha mãe criou a "hora da leitura", momento em que leria pra ela qualquer coisa que eu achasse legal, na escola a professora dizia "quando uma criança aprende a ler nada pode impedi-la de ser o que quiser", até mesmo as pessoas mais avessas à leitura achavam bonitinho e admiravam o desenvolver do meu hábito.

Tudo maravilhoso, lindo. Muitos foram os estímulos, mas e quanto ao outro lado? Será que ninguém poderia ter se dignado a me dizer?


Mamãe poderia ter me dito "Tudo bem, tudo zen, meu bem. Uma vida de angústias te espera!", demonstrando sua preocupação infinita, mas ela não o fez. E descobri que tal coisa existia da melhor forma possível: lendo.

Está certo, mesmo sendo um bom meio não foi uma boa descoberta. Afinal quem quer viver angustiado? Acho que só leitor mesmo para fazer essa escolha... Entre as páginas dos livros perdi o fôlego, senti o coração descompassado e os olhos marejados, as palmas das minhas mãos inúmeras vezes suaram e gelaram, minha aflição construída através de cada linha lida. Nas primeiras vezes que isso ocorreu, eu não fazia ideia dos inúmeros momentos que tais coisas me acometeriam, muito menos na intensidade das mesmas.

Mas não somente durante a leitura essa angústia se faz presente. Ela é companhia certa em momentos de espera, sendo essa causada por todas essas trilogias, sagas, histórias de volumes infinitos com a intenção de torturar leitores desavisados. Por que ninguém me alertou sobre a existência dessas armadilhas?

Pior que essas sensações, é ficar cara a cara com a morte. Dar adeus ao personagem amado e ver outros tantos partirem. Fico imaginando o que se passa na mente desses autores que saem por entre as páginas dos livros matando desenfreadamente. Algo devia ser feito pra combater esses psicopatas com pinta de escritores, porque, sinceramente, não sou obrigada a conviver com tantas mortes. 

Gostaria que alguém tivesse se dado ao trabalho de mencionar uma coisinha chamada dinheiro e como minha relação com ele iria mudar. Ok, quando criança eu não entenderia nada a respeito, mas um alerta teria sido algo muito bom. Agora, cá estou tentando converter cada centavo meu em livros nas prateleiras. Veja, não sei, se isso é coisa de leitor ou de Gabriella, mas acontece que a cada compra que faço paro um momento e imagino os livros que poderia adquirir com a mesma quantia.

Na minha vida, ter dinheiro é sinônimo de comprar livros. Gastar com outra coisa é praticamente uma traição. Entretanto, nada disso se compara com a impotência. Presente em cada um dos momentos anteriormente citados, fruto desse vício e mais fiel que o cachorro de Sempre ao Seu Lado.

Teria sido ótimo se em meio a todo aquele incentivo, alguém tivesse aberto meus olhos. Por isso, se você não é um leitor, seja grato, este é seu aviso – se render aos livros está por sua conta e risco. Agora, se como eu, você é um leitor compulsivo, só lamento. Os livros estão entranhados em você, nada pode ser feito a respeito.

O mal feito já está feito!
 
Desenvolvido por Michelly Melo. Personalizado por Gabriella Ramos.